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Perguntas  e  Respostas

 

 

Perguntas mais freqüentes :

Por quê devo introduzir robótica em minha escola ?

Uma das preocupações mais freqüentes na elaboração de um curriculum escolar é como tornar o conteúdo das aulas útil e atraente ao aluno. Embora à primeira vista a robótica pareça exótica, uma análise mais cuidadosa mostra uma afinidade natural com a boa pedagogia enfatizando o aprendizado pela solução de situações-problema, integração e aplicação dos conhecimentos, vivência e interação entre grupos de trabalho, capacidade de adaptação a novos desafios. A robótica atrai o estudante pelo desafio de domínio das suas partes mecânicas, circuitos elétricos, possibilidade de aplicar os conhecimentos adquiridos em todas as disciplinas. A robótica engaja os estudantes na solução de problemas complexos ou estratégicos e  ordena o pensamento que é a grande prioridade na educação do século 21. Os problemas são introduzidos de maneira gradual estimulando a auto-motivação, de forma que o estudante iniciante pode rapidamente solucionar os problemas e em seguida partir para outros numa progressão contínua no grau de sofisticação.

É um erro da escola achar que pesquisa e tecnologia são privilégios de universidades ou centros de pesquisas civís e militares. Temos hoje computadores mais potentes do que aqueles usados por esses pesquisadores há apenas uma geração. A tecnologia está cada vez mais presente no trabalho, na escola e nos nossos lares, porém o país que é mero usuário dessa tecnologia está condenado a ser um exportador de matéria prima ou produto agrícola sem valor agregado. Ganha riqueza quem agrega valor a esses produtos e desenvolve mão de obra especializada ( basta acompanhar o desempenho de China, Índia, Coréia e Chile ). 

A escola deve preparar o aluno para decidir que rumo tomar no mercado de trabalho, dar oportunidade a todos de um ensino de qualidade, facilitar o acesso ao estudo das novas tecnologias. Dessa forma teremos bons profissionais, formadores de opinião, cidadãos  honestos, pessoas talentosas.

 

Qual a orientação dos Parâmetros Curriculares Nacionais ( PCN ) quanto aos recursos tecnológicos no ensino ?

"Desde a construção dos primeiros computadores, na metade deste século, novas relações entre conhecimento e trabalho começaram a ser delineadas. Um de seus efeitos é a exigência de um reequacionamento do papel da educação no mundo contemporâneo [...]. Não basta visar à capacitação dos estudantes para futuras habilitações em termos das especializações tradicionais, mas antes trata-se de ter em vista a formação dos estudantes em termos de sua capacitação para a aquisição e o desenvolvimento de novas competências, em função de novos saberes que se produzem e demandam um novo tipo de profissional, preparado para poder lidar com novas tecnologias e linguagens, capaz de responder a novos ritmos e processos. Essas novas relações entre conhecimento e trabalho exigem capacidade de iniciativa e inovação e, mais do que nunca, "aprender a aprender". [...] A educação básica tem assim a função de garantir condições para que o aluno construa instrumentos que o capacitem para um processo de educação permanente". 

Trecho tirado dos PCN para o ensino fundamental (Brasil, 1999)

Ainda, dentro dos objetivos Gerais do Ensino Fundamental, destacamos alguns tópicos:

os alunos sejam capazes de:

• posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas;

• perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;

• utilizar as diferentes linguagens — verbal, matemática, gráfica, plástica e corporal — como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir das produções culturais, em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação;

• saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos;

• questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

A robótica pela sua natureza interdisciplinar permite ao aluno alcançar essas capacidades definidas nos objetivos do ensino fundamental, quando trabalha com disciplinas como artes, geografia, português,  matemática, física, e outras. 

No trabalho em grupo o aluno tem a oportunidade de se expressar, definir suas idéias, aprender a respeitar a decisão dos outros, planejar, construir, ser crítico, formador de opinião, organizado.

Ao ser solicitado para uma atividade a partir de um problema formulado pelo professor, várias etapas são seguidas, cada uma usando os conceitos aprendidos nas diversas disciplinas. A partir de problemas simples o grupo vai acumulando experiências e elaborando uma biblioteca de programas que são usadas na solução de problemas complexos. Em cada sucesso na solução apresentada, a auto-estima do aluno aumenta, ao ver que é capaz de transpor obstáculos que pareciam impossíveis. Os tropeços e as dificuldades  aumentam a iniciativa de procura de novas soluções, e proporcionam a  visualização de grandes melhorias.

 

 

Como introduzo a robótica aos meus estudantes ?

Há várias maneiras diferentes que podem ser consideradas, porém uma delas deve ser implantada para início  e modificada de acordo com as circunstâncias. Se a robótica for considerada como parte da grade curricular, ela pode ser inserida nas aulas de ciência e tecnologia.  Apenas para ilustrar, as atividades podem ser desenvolvidas nas aulas de ciências e os programas elaborados nas aulas de informática.  

Outra opção adotada em escolas com grande sucesso é a criação de uma disciplina chamada ROBÓTICA, podendo ser inserida no horário normal ou em horário extra.

Não é necessário uma classe especial, basta que acomode um grupo de três ou quatro alunos por mesa, e tenha uma área com piso regular para o robô se mover. Deve ser previsto um armário para os alunos guardarem as montagens em andamento e os materiais necessários, apostilas, relatórios, etc.

 

Qual o material de apoio disponível para orientar as atividades?

- Manual do robô

- Ficha do professor ( orientações ao professor, lista de materiais, instruções de montagem, programas, exemplos )

Fichas do aluno ( relação das atividades, fontes de pesquisa, desafios )

Como as aplicações do robô são variadas , após um curto período de tempo o grupo estará apto a criar seus próprios problemas e suas próprias fichas.

 

O que é preciso para começar ?

O robô , que é o componente principal de qualquer atividade. 

Um programa compilador para o desenvolvimento da programação de cada atividade. As fichas abordam a linguagem BASIC na descrição dos programas ( mikroBasic ) obtido gratuitamente na internet. O contato do estudante com linguagens de programação usadas comercialmente, por exemplo PIC BASIC ou mikroBasic é importante, porque elas são usadas sem qualquer modificação por técnicos, engenheiros e pesquisadores para o desenvolvimento dos produtos que hoje temos disponíveis no nosso dia-a-dia. O aprendizado das linguagens é gradual e em pouco tempo se adquire seu domínio total. Há ainda por parte dos fabricantes uma extensa biblioteca de programas e exemplos com aplicação imediata. 

Um programa de gravação para a transferência dos códigos para o microcontrolador do robô. Na gravação in-circuit ( sem tirar o microcontrolador do robô ) é usado o programa ic-prog também obtido gratuitamente na internet.

Um programa para programação serial do microcontrolador. Este programa foi escrito para ser usado no modo gráfico, tendo três níveis possíveis de apresentação. Ele é  totalmente intuitivo porque os comandos são ícones que ao serem capturados pelo mouse e arrastados para a área de edição podem ser soltos compondo um fluxograma. 

 

Será que posso aprender isso facilmente ?

A robótica é nova para todo mundo. Não se espera que o professor seja especialista em robótica pois é perfeitamente possível adquirir esse conhecimento com o material de apoio fornecido. Pelo fato de ser algo novo, a robótica oferece ao professor a oportunidade de aperfeiçoamento e interação com os alunos, dividindo o entusiasmo pelo novo aprendizado ( e administrando as frustrações que possam surgir ) .  

Ao optar pela robótica, os professores recebem gratuitamente um treinamento que aborda a construção do robô, como efetuar as montagens, como introduzir em cada atividade os conceitos vistos nas diversas matérias, como auxiliar o aluno na solução do problema sem interferir na proposta adotada pelo grupo, como utilizar as linguagens de programação etc. Como os robôs Asthor utilizam as tecnologias desenvolvidas nos EUA e Europa, e também os diferentes meios de aplicação em sala de aula adotadas nessas regiões, houve um compromisso da empresa Asthor na nacionalização dos robôs e sua adaptação às escolas brasileiras. Como resultado desse compromisso, a escola pode contar com assistência técnica rápida e permanente, amplo desenvolvimento de material didático, suporte nas aplicações e  produtos de baixo custo.

 

Da forma que a robótica é apresentada, parece um curso técnico, porém minha escola não tem curso profissionalizante...

 

Ao introduzir a robótica em sala de aula deve ficar claro que não se trata de curso técnico do tipo mecatrônica ou eletrônica ou mecânica.  Os robôs desenvolvidos para os cursos técnicos e universidades são os mesmos, porém neste caso sua finalidade é o aprendizado de mecânica e eletrônica analógica e digital.

No ensino fundamental, a função da robótica é mostrar a aplicação das diversas disciplinas na construção de um modelo e sua aplicação. Note que o papel da escola é também preparar o estudante para o mercado de trabalho que está cada vez mais especializado e  ainda a continuidade da sua carreira estudantil .  Isso não significa que a robótica só vai interessar aos estudantes com tendência às profissões de ciências exatas; note que em sala de aula o envolvimento é completo propiciando o despertar pelas áreas humanas, artísticas,  culturais e outras.